quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Pérolas II: Pedro Santos (Setúbal)

Num campeonato onde o 4-3-3 é o esquema táctico dominante, é natural que, face à abundância, alguns jogadores de faixa lateral se destaquem. Um desses jogadores, é Pedro Santos do Vitória de Setúbal.
Pedro Santos (Vitória de Setúbal)
Formado no Casa Pia, foi neste clube que começou a carreira profissional e onde jogou durante 3 épocas. Descoberto para o Leixões por Augusto Inácio na época 2010/11, fez uma primeira época algo discreta, sendo maioritariamente suplente utilizado. Foi já com Litos no comando dos matosinhenses que assumiu a titularidade de forma regular. Destacou-se na segunda época ao serviço dos leixonenses na Segunda Liga, e chamou a atenção de José Mota que o levou para o Vitória de Setúbal. O actual treinador dos sadinos é conhecido por encontrar talentos nas divisões secundárias ou em mercados financeiramente acessíveis e Pedro Santos é já um dos jogadores que pode juntar à sua lista de descobertas de sucesso. Nesta temporada, época de estreia na Liga Zon Sagres, tem sido tem sido um dos favoritos de José Mota que maioritariamente o utiliza a extremo esquerdo, o seu lugar de origem, mas já passou pela faixa contrária e até já assumiu o posto de defesa lateral quando as necessidades da equipa assim o exigiram. Já fez algumas assistências e marcou 3 golos ao serviço dos sadinos mas tem dado nas vistas mais pelo seu jogo veloz e aguerrido onde mistura uma grande entrega com uma técnica acima da média. Numa equipa como o Vitória de Setúbal, por vezes, confunde-se com um típico jogador de contra ataque mas Pedro Santos consegue ser mais do que isso. É daqueles jogadores que nunca vira a cara à luta, leva a equipa para a frente e abana o jogo pondo a cabeça em água ao defesa que encontra pelo caminho pelo repentismo e improviso que imprime às suas jogadas. Apesar de todas as suas qualidades, perde-se um pouco na sua impetuosidade e tem alguma tendência a deixar-se levar pelo individualismo, conduzindo muitas vezes a bola de cabeça baixa. Com 24 anos ainda está a tempo de corrigir estes defeitos. Tem potencial para voos mais altos mas já começa a ser difícil imaginá-lo num dos grandes do nosso futebol, povoados de bons extremos. Será interessante ver se alguma vez terá essa oportunidade e, caso apareça, como a vai agarrar. Para já, será essencial nos jogos que faltam do Vitória de Setúbal e na sua luta pela permanência.

Sem comentários:

Enviar um comentário